20/02/12
Uma pesquisa divulgada na semana passada constatou que o público de música eletrônica cresceu 56,64% no Brasil em 2011, chegando a 19,5 milhões de pessoas, devido ao aumento de festivais e a realização de turnês de artistas internacionais, inclusive aqui no Espírito Santo.
A arrecadação na bilheteria das festas de música eletrônica evoluiu na mesma proporção, alcançando R$ 879 milhões, indicou levantamento feito pelos organizadores do festival Rio Music Conference, no Rio de Janeiro.
A despesa com o cachê dos DJs aumentou 79,9%, atingindo R$ 97,8 milhões, somando os principais eventos realizados no país. Já o dos artistas dos grandes festivais pode chegar a R$ 150 mil e nas pequenas festas R$ 1,5 mil em média. Os patrocinadores, principalmente as empresas de bebidas, investiram nesses eventos R$ 460,8 milhões, 60% a mais do que no ano anterior.
A quarta parte do público de música eletrônica se concentrou em São Paulo, que abriga as maiores festas e as principais discotecas do país.
O estudo contabilizou três grandes festivais, 16 eventos de médio porte e 500 festas pequenas, realizadas nas principais discotecas brasileiras.
Ao longo do ano, o Brasil recebeu os festivais Creamfields, Ultra Music Festival e o Rock in Rio, que dedicou um palco a esse gênero em seus seis dias de shows, além de outros eventos como as festas Planeta Terra, SWU e XXXperience. Entre os DJs internacionais que comandaram as pickups tocaram no país estão David Guetta, Ferry Corstern, Sven Väth, Erick Morillo, Fatboy Slim, Bob Sinclair, Armin van Buuren, The Prodigy e Nalaya.
Neste ano, está prevista a realização da versão brasileira do festival espanhol Sónar, em maio em São Paulo, além do Rio Music Conference, que ocorrerá durante o carnaval do Rio de Janeiro e projeta receber 40 mil pessoas em seus dez dias de festas.