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Em plena época de colheita, o terremoto comprometeu a colheita e a elaboração de vinhos da safra 2010, destruindo vinhedos, instalações e estoques. A catástrofe que atingiu o Chile trouxe também danos à vinicultura, num momento em que se prepara a colheita das uvas tintas.
O jornal Mercurio On Line mostrou informações sobre os diversos setores afetados, obtendo declarações do presidente da Corporação Chilena del Vino, Gerardo Artega.Segundo ele, a maior perda foi em tanques de aço cheios de vinho, que desabaram.
As regiões mais afetadas são Maule e Bió-Bió. Em Maipo, Aconcagua e Limarí os danos foram mais reduzidos. Vinícolas como Casa Silva, Viu Manent, Miguel Torres, Montes, Lapostolle perderam tanques, barricas e vinhos engarrafados.
Muitas bodegas são construídas em paredes de adobe, que funciona como isolante térmico. Essas construções já resistiram a outros tremores mas agora desabaram, danificando barricas e estoques.
A principal consequência está nos grandes tonéis cheios de vinhos, principalmente os de aço, onde as perdas foram grandes.As barricas sofreram menos que os grandes tanques, mas precisam ser revisadas a tempo para a maturação dos novos vinhos.
Quanto aos vinhedos, vários sistemas de condução caíram, com parreiras carregadas às vesperas da colheita, mas não se esperam grandes perdas nessa área.
Como a colheita de uvas brancas se iniciou há 10 dias e as tintas serão colhidas em 20 dias, os vinicultores têm um curto prazo para tomar decisões. Usualmente as vinícolas não fazem seguros contra terremotos, o que pode fazer os prejuízos refletir fortemente na disponibilidade de vinhos da safra 2010.
Com esta situação, é possivel que os preços de vinhos chilenos sejam afetados no mercado internacional, ou pelo menos dificuldades na disponibilidade dos produtos.
Fonte: Academia do Vinho
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